
Começarei então - obedecendo a ordem cronológica - com a primeira década do mundial de pilotos de Fórmula 1, a de 1950, que será divida em duas partes (devido a problemas de tamanho do post). NESTA PRIMEIRA PARTE VOCÊ CONHECERÁ AS MINIATURAS DE 1952 E 1953:
1 - 1952
CAMPEÃO DO MUNDO: ALBERTO ASCARI
CARRO: FERRARI 500F2
MINIATURA: EXOTO
- abertura das tampas dos tanques de combustível - situado logo atrás do banco do piloto - e do óleo - situado logo à frente do capô do motor;
- remoção completa do capô do motor que é presa por um conjunto de cinco presilhas de mola cada uma com seus respectivos pinos de sustentação em metal que pode ser manipulado com o auxílio de uma pequena haste de plástico fornecida pelo fabricante;
- pára-brisa móvel situado em logo à frente do volante;
- pequena entrada de ar - função refrigeradora - móvel situada logo à frente do pára-brisa;
- sistema de direção todo móvel, permitindo inclusive a visualisação do movimento da coluna de direção uma vez removido o capô dianteiro;
A coloração da pintura do chassi aplicada pela Exoto é de um tom mais escuro do que vermelho utilizado originalmente pela Ferrari em 1952, detalhe que tornou a miniatura até mais bonita do que o carro real que imita, sobre o carro vem pintados também o número quinze - detalhe que deve ser reforçado pois não existiam números fixos para as equipes nesta época - o que indica tratar-se da versão correspondente ao GP da Inglaterra, quinta corrida do calendário de 1952.
O cockpit do carro é de uma beleza indescritível contendo a réplica de todos os instrumentos e acessórios utilizados pelo piloto, com destaque total para o lindo e grande volante e para o banco, no qual foi utilizado um tecido aveludado na cor marrom-claro.
O motor merece um parágrafo à parte tal a beleza de sua confecção. Uma vez aberto o capô, você terá a impressão de estar olhando para um motor verdadeiro em forma de miniatura - dá vontade até de pôr gasolina para vê-lo funcionando - e o que mais se destaca são os quatro curtos escapamentos que projetam muito pouco para fora do capô e que já foram manufaturados de forma que simulassem ferrugem, o que aumenta ainda mais o grau de realismo do modelo. Há ainda um grande atrativo para quem optar pela aquisição deste modelo e quiser deixar seu motor exposto: A EXOTO FORNECE UM CAPÔ ADICIONAL TRANSPARENTE FEITO EM ACRÍLICO PARA DEIXAR O MOTOR À MOSTRA E AO MESMO TEMPO PROTEGIDO.
No bico do carro há aquela característica abertura dos "charutinhos" - famoso apelido que os primeiros carros da Fórmula 1 receberam - e nele a Exoto teve o cuidado de manufaturar uma grade interna em metal, detalhe que conferiu mais beleza à parte frontal da miniatura. Já no assoalho do carro há aberturas que permitem a visualização de partes do motor e da caixa de câmbio. As rodas foram feitas com encaixe manual de cada feixe que a compõe, o que forma um conjunto de feixes raiados impressionante pela sua beleza.
Finalizando, é importante ressaltar que esta é a única versão de miniatura existente para o carro campeão de 1952, não existindo portanto uma versão em que haja a figura do piloto.
2 - 1953
CAMPEÃO DO MUNDO: ALBERTO ASCARI
CARRO: FERRARI 500F2
MINIATURAS: EXOTO E CMC


toda a lateral esquerda do chassi a partir do motor, ausência das duas pequenas entradas de ar em cima do capô e grade interna do bico um pouco diferente.
Quanto à miniatura existem duas opções de compra para o modelo de 1953, uma da Exoto e uma da CMC:
A miniatura feita pela Exoto tem todas as especificações das descritas acima para o modelo de 1952 quanto à sua manufatura (inclusive com o referido capô transparente para visualização do motor), sendo essa versão de 1953 a de número 10, representando o carro que disputou o GP da Argentina, primeiro do certame.
Já o modelo fabricado pela CMC difere da sua rival nos seguintes aspectos:
- coloração original da pintura utilizada pela Ferrari em 1953, com um vermelho de tom mais claro do que o tom usado pela Exoto (repare na foto comparativa e clique nela para melhor visualizá-la);
- banco do piloto utiliza um design e um tom bege mais próximo do banco real;
- riqueza de detalhes infinitamente superior ao da rival, a miniatura da CMC é composta de 1.463 partes feitas manualmente e montadas como um grande quebra-cabeças.
- maior número de partes móveis na miniatura, o que proporciona a incrível visualização de todo o tanque de combustível situado na parte posterior do carro.
Mas o grande fator negativo do modelo fabricado pela CMC é a AUSÊNCIA DA NUMERAÇÃO NO CARRO, velha mania da fábrica, o que desvaloriza - e muito - sua miniatura.
Finalizando, ambas versões são fabricadas SEM A FIGURA DO PILOTO.
*DICA DO BLOG: Para quem preferir o modelo da CMC e quiser deixá-lo fiel à realidade, contrate um bom modelista e peça-o para confeccionar um adesivo ou decalque com o número para a miniatura, podendo seguir inclusive o modelo de numeração empregado na miniatura da Exoto. MAS ATENÇÃO: CONTRATE O SERVIÇO DE UM MODELISTA EXPERIENTE E BOM DE SERVIÇO E MANDE VÁRIAS FOTOS PARA MOSTRAR COMO VOCÊ QUER QUE O TRABALHO FIQUE.