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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sonho de criança



Em minha infância fui daqueles garotos  que adorava passar boa parte de seu tempo livre brincando com carrinhos de ferro (designação dada por nós às miniaturas de carros na década de 80), comprava-os aos montes e, na maioria do tempo, montava corridas com eles. Os carrinhos eram extremamente simples, do tipo brinquedinho mesmo, feitos por marcas baratas, tais como MAJORETTE e MATCHBOX, que seriam análogas hoje em dia às confeccionadas pela marca HOTWHEELS. E, desde bem pequeno, comecei a notar uma particularidade que muito me incomodava nessas miniaturas: sempre que ia comprar uma nova procurava por um PASSAT, um CHEVETTE ou um CORCEL, carros que minha família tinha na época, mas nunca os encontrava pois os modelos oferecidos eram somente os estrangeiros, quase todos americanos ou europeus. Confesso que carreguei essa frustração até crescer, virar adolescente e me interessar por outras coisas, esquecendo-me momentaneamente dos "carrinhos".

O tempo passou, tornei-me adulto e retomei a paixão de criança quando me deparei com os DIECASTS... nova modalidade de miniaturas, feitas para adultos, com alto grau de sofisticação e detalhamento dos carros oferecidos em escalas diferentes de acordo a atender o gosto de cada um, FOI UMA MARAVILHA me deleitar com todas aquelas verdadeiras réplicas dos carros normais. Comecei minha nova coleção com uma escala grande, 1/18, e comprava apenas carros de Fórmula 1. Modelos marcantes figuraram em minhas prateleiras, tais como a esguia Brabham BT 52  do bicampeonato mundial de Nélson Piquet e a belíssima LOTUS 97T da primeira vitória de Ayrton Senna em 1985. Como meu interesse por Fórmula 1 foi diminuindo à medida que a categoria se deteriorava na capacidade de gerar espetáculos, fui migrando gradativamente para os carros de rua que mais gostava, a escala continuava a mesma 1/18, E QUAL NÃO FOI MINHA ENORME SURPRESA QUANDO ME DEPAREI COM MINHA ANTIGA FRUSTRAÇÃO: CADÊ AS MINIATURAS DE CARROS NACIONAIS ??? Simplesmente não existiam... Tive que contentar então com os mesmos carros estrangeiros de outrora.

Até que num belíssimo dia recebi a grande notícia que o jornal carioca EXTRA faria uma série de miniaturas exclusivamente de carros nacionais. Fiquei exultante num primeiro momento para frustrar-me posteriormente ao tomar conhecimento  que as miniaturas não seguiriam o padrão de escalas para colecionadores, cada um teria um tamanho aleatório e seriam manufaturadas de maneira bem simples, não muito elaboradas (boa parte nem retrovisor lateral tinha). Contentei-me, então, e comprei a coleção inteira de 24 miniaturas, mas o sonho juvenil ainda não estava completamente realizado, ATÉ QUE: SURGE A COLEÇÃO CARROS INESQUECÍVEIS DO BRASIL !!! Um projeto ousado lançado pela editora PLANETA DEAGOSTINI que prometia o lançamento de 50 miniaturas, isso mesmo, CINQUENTA miniaturas diferentes de carros nacionais todas na escala de colecionador 1/43 e acompanhadas de fascículos educativos com a história de cada carro encadernáveis em duas capas duras temáticas. Além de tudo isso, as miniaturas viriam protegidas por cases individuais de acrílico com base e, para quem se tornasse assinante do projeto, 3 brindes seriam oferecidos: 2 miniaturas temáticas, uma ambulância e uma viatura de polícia, mais um diorama de posto de gasolina. Para, finalmente, ver meu sonho de mais de vinte anos realizado bastava assinar a coleção que chegaria mensalmente em meu endereço, a editora manda geralmente 3 miniaturas por mês.

CONCLUSÃO: SONHO REALIZADO, VELHO GAROTO FELIZ !!! Hoje, já possuo 40 miniaturas de carros nacionais, cada uma mais linda do que a outra, decorando as estantes de meu consultório e prateleiras de meu escritório residencial  e espero avidamente a chegada dos modelos restantes. Para celebrar a realização deste sonho publicarei aqui em uma série denominada MARAVILHAS DO BRASIL todas as miniaturas da coleção, com fotos exclusivas tiradas pela excelente fotógrafa CÁSSIA MALHEIROS.

É esperar para conferir: HERE COMES MARAVILHAS DO BRASIL !!! 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Encontro com o ídolo


Minha paixão pela Fórmula 1 começou por influência do meu pai, lembro-me vagamente de ele ligar a sua grande televisão preto e branco Telefunken na década de 1970 para assistir às corridas torcendo por um tal de Emerson Fittipaldi, vagamente eu disse porque lembra-se pouco de fatos quando se tem 3, 4 ou 5 anos. O tempo passou e chegou o ano de 1981, já contava com meus 7 anos, e a partir daí as lembranças já são  maiores. Neste ano passei a assistir frequentemente o campeonato mundial de Fórmula 1 e a doença inoculada por meu pai se alastrou em meu íntimo de tal forma que passei a largar tudo o que fazia para ver as corridas. Lembro-me que certa vez fui ao sítio de meu amigo Henrique num domingo quente e ensolarado, fato raro na gelada cidade que eu morava na época ( Barbacena - MG ), e nos divertíamos muito com outros amigos jogando bola, brincando de pique e, o melhor de tudo, nadando - nadar em Barbacena era uma atividade que dava para fazer alguns poucos dias no ano de tão fria que a cidade era. E, neste dia, tinha uma corrida que seria transmitida à tarde, o GP do Canadá. Com promessas de que eu assistiria integralmente à corrida fui ao sítio, muito distante da cidade, despreocupado. Depois de muito brincar, chegou a hora do almoço e deparei-me com um verdadeiro banquete: frango assado com macarrão, feijão tropeiro, arroz à grega, batata frita, farofa e, para a alegria das crianças, sobremesas diversas: pudim, cajuzinho, brigadeiro, doces de leite e de figo (o meu preferido). Tudo muito bom, estava eu plenamente satisfeito até a hora que ligaram, a meu pedido, a televisão. Assim que a ligaram a felicidade transformou-se em pavor ao constatar que tudo o que a malfadada anteninha comum - na época não havia parabólicas ou TV por assinatura - pegava era "chuvisco" e chieira. Foi um tal de gira antena para cá, roda a antena para lá e......... NADA !!!  O pavor transformou-se em desespero e insistentemente implorei para me levarem embora para eu assistir à corrida. Ninguém entendia o motivo de eu querer largar todo aquele lazer para assistir a uma simples corrida, mas, a muito contragosto, me levaram para casa. Chegando em casa encontrei meu pai já se preparando para a transmissão e o pai de um dos colegas que me trouxe relatou toda a história e a minha histeria para ele. Meu pai caiu na gargalhada e respondeu assim a seu interlocutor: "Esse aí só perde uma corrida se for preso".
Pois bem, a história juvenil narrada só serve de pano de fundo para dar uma noção da importância que a Fórmula 1 passou a ter em minha vida. E toda essa importância acabou sendo personalizada em um nome: NÉLSON PIQUET. Em 1981 Piquet estava no auge da pilotagem e foi forte o suficiente para levar seu mediano Brabham BT 49 ao terceiro título brasileiro na F1. Após o GP dos Estados Unidos, corrida que decidiu o certame, meu pai me pegou em seu Passat LS cinza para dar uma volta pela cidade e, em meio a um buzinaço, começamos a desfilar em uma improvisada e enorme carreata que nos levou vagarosa e festivamente à rua 15 de novembro - principal rua de Barbacena - chegando lá olhei para cima e vi uma chuva de papel picado caindo dos prédios cheios de bandeiras do Brasil e de gente vibrando muito com o título, o clima era de final de copa do mundo. As imagens da comemoração ficaram marcadas para sempre em minha memória, a partir daí eu tive meu primeiro ídolo esportivo de infância: NÉLSON PIQUET. O tempo passou, a admiração foi crescendo na medida em que Piquet brilhava nas pistas do mundo e a imagem de ídolo foi sendo cada vez mais cristalizada em minha mente.
Chega o ano de 2010, o evento de antigomobilismo BRAZIL CLASSICS acontece em Araxá (MG) no meio do ano e, como carro antigo é outra de minhas grandes paixões, lá estou prestigiando o evento (posts serão feitos em uma série especial brevemente) quando me deparo com quem ? Ninguém menos que o meu ídolo de infância... Por um breve momento, como em um filme, todos os bons momentos de vibração passaram na minha mente: os três campeonatos, as vitórias, as corridas em Jacarepaguá e em Interlagos que assisti nos autódromos. Com grande emoção pedi ao tricampeão para tirar uma foto com ele e rapidamente o agradeci por todas as conquistas e alegrias proporcionadas aos brasileiros. O encontro foi rápido, porém inesquecível, e para celebrar o acontecimento tratei de imortalizá-lo ao fazer uma camiseta silkada com a foto e as inscrições: PIQUET, ÍDOLO ETERNO (foto abaixo, clique para aumentar).
                                

Oportunidades como essa são raríssimas, às vezes acontecem uma vez na vida, confesso que fiquei um pouco envergonhado de bancar o tiete, mas encontrar um ídolo de infância não tem preço...

OBRIGADO NÉLSON, O ÍDOLO ETERNO DA FÓRMULA 1 !!!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Novo Post Pré Corrida: Mônaco

Meus caros, como vocês devem ter notado faz 14 dias que não publico nada aqui no blog. A razão desse longo afastamento é o desencanto crescente que vem tomando conta de minha velha e QUASE inabalável paixão pela Fórmula 1, a razão do desânimo é toda essa politicagem estúpida envolvendo FIA, FOM e FOTA, que resolveram fazer da disputa de poder entre elas o tema principal das notícias ligadas à categoria. No que isso vai dar eu não sei, mas toda essa interminável série de escândalos arrastados desde 2007 está conseguindo minar algo que eu julgava ser inabalável: MEU AMOR PELA FÓRMULA 1.
Antes que tudo se acabe, toquemos o barco e revivamos pedaços importantes da história da F1 ocorridos em Mônaco:


1 - A IMAGEM:

Escolher UMA imagem para ilustrar a corrida monegasca é tarefa das mais árduas, pois tudo o que se fotografa no principado parece ser mágico, tal o glamour da corrida, mas consegui eleger essa visão aérea da curva LOEWS da corrida de 2007 como minha preferida pela plasticidade proporcionada pelo diferente ângulo da imagem. Os carros serpenteando pelas estreitas e sinuosas ruas de Mônaco em fila indiana retratam com exatidão a extrema dificuldade que é guiar em Monte Carlo. Ultrapassagens ??? Só em sonhos...


2 - A MINIATURA:

A EXOTO lançou há mais de dez anos essa maravilhosa miniatura da TYRRELL P34/2 do lendário RONNIE PETERSON, versão GP de Mônaco de 1977, na escala 1/18 e sem a figura do piloto. A empresa californiana resolveu homenagear o belo modelo da Tyrrel não tanto pelo resultado obtido na corrida monegasca, pois Peterson abandonou a prova na décima volta por problemas de freio, e sim pela beleza e o charme do carro de seis rodas da Tyrrell. Contar com uma miniatura destas em sua coleção é motivo de extremo orgulho para cada colecionador que a tem, pois trata-se de um dos modelos mais raros do colecionismo de diecast de Fórmula 1.


3 - O VÍDEO:



GP de Mônaco de 1985... Como disse anteriormente: ultrapassar em Mônaco só em sonhos... DUVIDAM ??? Então veja no que resultou essa tentativa de ultrapassagem do às NÉLSON PIQUET sobre seu antigo companheiro de equipe RICCARDO PATRESE...

E AÍ, DUVIDAM AINDA ???

Meus caros, bom estar de volta aqui com vocês, espero que os idiotas que tomam conta do espetáculo não consigam arruinar o esporte e que a força da Fórmula 1 sufoque seu estúpido conflito de egos...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Novo post pré corrida: Austrália

Enfim começará a temporada de 2009, e com ela uma marca registrada do blog está de volta, os POSTS PRÉ CORRIDA. Para este ano resolvi inovar e, ao invés de continuar a fórmula usada anteriormente que consistia em escolher um fato ocorrido no passado da corrida em questão e contá-lo usando um vídeo ou uma foto emblemática para ilustrá-lo, vou contar TRÊS histórias usando UMA IMAGEM, UMA MINIATURA e UM VÍDEO para ilustrá-los. Será sempre assim: uma imagem marcante com uma foto em alta resolução para fazer download, uma miniatura confeccionada especialmente para a corrida em questão e um vídeo legal de um acontecimento importante.
Inauguremos, então, o novo POST PRÉ CORRIDA com as histórias australianas:

1 - A IMAGEM:

Melbourne 2006, na última curva, o motor Honda de Jenson Button explode dando um show pirotécnico à frente da Renault de Giancarlo Fisichella e a equipe manda Button , que estava na quarta posição, não completar a corrida - faltava só um pedaço de reta - para não ser punido com a perda de dez posições no grid da próxima corrida, que ocorreria em Ímola. A decisão se revelaria equivocada, pois fizeram Button desperdiçar cinco valiosos pontos para nada, porque Button, apesar de largar em segundo em Ímola, chegou apenas em sétimo lugar, marcando dois míseros pontos.

2 - A MINIATURA:

Pilotar uma Ferrari é sonho de dez entre dez pilotos que chegam à Fórmula 1. O que representaria para um desses pilotos ver seu sonho realizado e ainda por cima estrear na mítica equipe fazendo um HAT TRICK ? Seria um sonho inimaginável até para o melhor dos roteiristas de Hollywood, certo? E não é que o tal sonho aconteceu... Kimi Räikkönen estreia na Ferrari em 2007 nas ruas do Albert Park em Melbourne, faz a pole position, crava a melhor volta e vence (para quem não sabe esse triunfo triplo é denominado hat trick no automobilismo) no melhor estilo cesariano VEDI VINI VICI.
Acontecimento de tal porte merecia uma miniatura comemorativa, não merecia? Pois a HOT WHEELS tratou de eternizar o momento para os colecionadores lançando a série especial KIMI RÄIKKÖNEN F2007 HAT TRICK, na escala 1/18, que além de contar com a figura do finlandês comemorando com punhos cerrados a vitória, veio com uma caixa especial e uma base com placa personalizada, ambos enaltecendo o feito de Kimi.

3 - O VÍDEO:



A Fórmula 1 chega às ruas de Adelaide em 1990 - última corrida do ano - com o título já decidido em favor de Ayrton Senna. A corrida já seria festiva pois comemoraria-se o quingentésimo grande prêmio da Fórmula 1. E o que já era festa se tornou uma exibição de gala do brilhante NÉLSON PIQUET que, caminhando para o ocaso de sua carreira, roubou a cena fazendo uma das melhores exibições de sua carreira e vencendo de forma espetacular a corrida, com um carro nitidamente inferior. Destaque total para o clímax atingido na última volta com a disputa fantástica entre Piquet e o fabuloso LEÃO, NIGEL MANSELL.

quarta-feira, 18 de março de 2009

VÍDEOS INCRÍVES 31 - Duas figuraças da Fórmula 1 brincam com o papa da locução mundial



Murray Walker, o papa das transmissões de Fórmula 1 no mundo, tenta fazer uma reportagem na equipe Williams nos tempos de Piquet e Mansell... Tenta, mas olhe a bagunça que essas duas figuraças aprontam com o velho Murray.

UM VÍDEO DESCONTRAÍDO DE TRÊS GRANDES LENDAS DA FÓRMULA 1.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Resposta do Desafio do Leitor 2

Já que a folia se foi... Que pena, voltemos a dura rotina. A resposta para o desafio do leitor é a seguinte:

Nélson Piquet cortava a ponta da sapatilha direita porque a parte do cockpit que abrigava a pedaleira - na época tinha acelerador, freio e embreagem - tinha um espaço tão exíguo que causava atrito entre a ponta da sapatilha e seu "teto", fazendo com Piquet perdesse motilidade e , consequentemente, rapidez de resposta ao mover seu pé direito para acelerar ou frear, ou fazer os dois ao mesmo tempo, o chamado punta-taco.

Obrigado a todos pela colaboração através dos comentários e dos e-mails.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Desafio do leitor 2

Reativando a coluna DESAFIO DO LEITOR, a charada da vez foi proposta pelo meu amigo Rogério Stanke: "Por que Nélson Piquet cortava a ponta de sua sapatilha ? " . Para ilustrar a coluna o Rogério escaneou duas fotos e nos enviou para quebrarmos a cabeça e tentar acertar o desafio lançado por ele, confira as fotos, ampliando nelas para melhor visualização, e arrisque seu palpite. A resposta vem depois do carnaval, durante o período festivo o blog entra em recesso para que seu dono possa cair na folia.

Desejo a todos um bom carnaval e volto logo com a resposta.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

VÍDEOS INCRÍVEIS 25 - O dom natural de um showman



Não tem jeito... Quem nasce com dom, dá show desde novinho. Vejam esse fabuloso vídeo que consegui de NÉLSON PIQUET em 1976, no Campeonato Brasileiro de FÓRMULA VW 1.600. Além de se deliciar com a antológica ultrapassagem de Piquet - a segunda do vídeo - aproveitem para curtir o visual do antigo traçado de Interlagos.

Mas, uma coisa sou obrigado a "engolir" de meu ídolo Piquet: o cara nunca foi bom de largada, rsrs... Melhor ainda, porque sempre dava show ao recuperar posições, criava aquele doce clima de suspense.

terça-feira, 29 de julho de 2008

VÍDEOS INCRÍVEIS 12 - A mais linda ultrapassagem da história do automobilismo



Com a aproximação do GP da Hungria, aproveito para colocar aqui um vídeo da primeira corrida que ocorreu em Hungaroring. Estréia de gala da corrida magiar por ter sido palco da mais linda manobra de ultrapassagem já registrada no automobilismo. E o Brasil tem muito que se orgulhar deste episódio pois os dois pilotos envolvidos são justamente Nélson "Mágico" Piquet e Ayrton "Sensacional" Senna. O ano era 1986 e reparem na locução maravilhosa de Galvão Bueno, de arrepiar os cabelos, daí deixo uma pergunta no ar: o que aconteceu com o locutor global? Ele era tão bom... conseguia nos emocionar com uma locução primorosa e hoje é tão chato.
Revivam, então, um momento mágico de uma época de ouro do automobilismo, onde gigantes se digladiavam ferozmente nos proporcionando momentos inesquecíveis - agradeço a Deus por ter sido testemunha do ápice do automobilismo de espetáculos.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

VÍDEOS INCRÍVEIS 11 - Conheça Hockenheim antes da reforma



Caros amigos, aproveitando o vindouro GP da Alemanha que, nesse domingo, será disputado no novo Hockenheim (que vem revezando com Nürburgring o privilégio de sediar a corrida germânica), publico um post para aqueles que não conheceram o antigo traçado, cheio de retas intermináveis, cortadas por chicanes meio que improvisadas e que passava no meio da floresta negra. O anfitrião do passeio é um grande vencedor desse antigo caminho do bosque, o gênio Nélson Piquet que nesse vídeo guiava soberbamente um Benetton B190.
Senhoras e senhores, apertem o cinto e aproveitem o privilégio de estar a bordo de um F1 com um de seus maiores mitos !!!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

#32 - Brabham BT53 - 1984


DESIGNER: Gordon Murray
PILOTOS: Nélson Piquet, Teo Fabi, Corrado Fabi, Manfred Winkelhock
Vitórias: 2
Poles: 9
M.voltas: 3
Pontos: 38


Gordon Murray, sempre inovador e vanguardista, decidiu mudar de estratégia para a temporada de 1984 e não modificou drasticamente o desenho do BT53, adaptando apenas pequenas mudanças em relação a seu antecessor, o BT52. Seu trabalho resumiu-se a alongar os radiadores laterais - curtíssimos no BT52 e que o fez perder a forma de flecha - e introduzir saliências aerodinâmicas na tampa do motor visando uma melhor penetração aerodinâmica e melhor distribuição de peso. O carro era um foguete - chegava a gerar mais de mil hp em treinos calssificatórios - mas era incrivelmente frágil, tanto que Piquet foi conseguir terminar sua primeira corrida apenas no sétimo GP do certame. O desespero da Brabham para diminuir seu enorme número de quebras foi tanto que várias modificações foram introduzidas ao longo do campeonato, a mais radical delas é bem visível na foto 2 (clique para ampliar) : um pequeno triângulo recortado na carenagem - bem no bico do carro - que serviu de tomada de ar para um novo radiador de óleo, o qual visava diminuir o recorrente problema de superaquecimento do motor da BMW.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

#42 - Brabham BT46/B - 1978/1979


DESIGNER: Gordon Murray
PILOTOS: Niki Lauda, John Watson, Nélson Piquet
Vitórias: 4
Poles: 2
M.volta: 4
Pontos: 59

O Brabham BT46 causou grande expectativa no mundo da F1 no início de 1978 por prometer um pacote de inovações nas quais destacava-se o uso de freios de fibra de carbono, a introdução da telemetria carro-boxes e um complexo pacote aerodinâmico que visava bater os excelentes Lotus 79 de efeito solo. Gordon Murray ao perceber que o carro era bom, mas não tão eficaz para bater a Lotus, incorporou uma idéia de sucção mecânica colocando na traseira do carro um ventilador de sucção Chaparral, estava criado o BT46B mais conhecido como FANCAR (carro ventilador em inglês), veja a foto abaixo (clique para ampliar):


O BT46B estreou no GP da Suécia e levou o recém contratado Niki Lauda à vitória mais fácil de sua carreira. Choveram protestos alegando ilegalidade no recurso adotado pelo projetista sul-africano e o FANCAR foi aposentado apenas uma corrida após sua estréia vitoriosa. Derrota da Brabham que voltou a usar o convencional BT46, vitória de Bernie Ecclestone - dono da Brabham na época - que só aceitou abrir mão de seu dispositivo se as outras equipes aceitassem uma maior representatividade da entidade que ele presidia, a FOCA - que na época do imbróglio não tinha tanta influência nos rumos da F1. Foi então com essa astuta manobra que Ecclestone iniciou sua escalada rumo à centralização do poder na categoria máxima do automobilismo.
Quanto à beleza, dá para achar um carro com linhas aerodinâmicas como essas bonito? Tire suas dúvidas dando uma olhada em mais uma foto:


Só mais um detalhe final:
O BT46 foi o primeiro carro Brabham usado por Nélson Piquet na F1, o brasileiro correu com ele no GP da Argentina de 1979 - primeiro do ano - para logo em seguida no GP do Brasil estrear o péssimo BT48.

domingo, 11 de novembro de 2007

Piquet 20 anos depois - por PC


Dia 31 de outubro comemoramos outro aniversário de títulos importantes para nosso glorioso esporte a motor. Trata-se dos 20 anos do tricampeonato de Nélson Piquet que , em minha concepção , foi o mais difícil da honrosa tríade . Junte: seqüelas de um fortíssimo acidente sofrido ainda no início do campeonato , um GP a menos , sua própria equipe trabalhando contra você e a favor de seu companheiro (isso não é privilégio só do Alonso) e um adversário fortíssimo , veloz e extremamente talentoso ; e você terá uma pequena dimensão de quão herói Piquet foi na temporada de 1987. Ele teve que usar de toda sua experiência para reunir os ingredientes necessários para bater Nigel Mansell: arrojo , astúcia , malícia e inteligência. E no GP do Japão Piquet , o combalido guerreiro que mal dormia por causa de seqüelas psicológicas advindas do terrível acidente sofrido na Tamburello , triunfava sobre tudo e sobre todos (inclusive sobre sua própria equipe) e foi comemorar na ... LOTUS (doce vingança que só o espirituoso Nélson poderia armar). Feito gigantesco , épico , digno somente dos deuses do automobilismo.
Para registrar esses 20 anos de tão vultoso feito , ao invés de postar uma foto de Mansell com aquela cara agonizante nos treinos do GP nipônico , resolvi publicar uma foto de nosso campeão justamente 20 anos depois da conquista. A foto é exclusiva e me foi enviada pelo PAULO CÉSAR SOUZA FARIA , da charmosíssima cidade mineira de Araguari.O PC , como ele prefere ser identificado , é chefe do cartório da primeira vara cível em Araguari e é um dos maiores fãs da enorme legião de admiradores do tricampeão. Vejamos o que ele mesmo diz sobre a foto:
"Tirei a foto do Tricampeão num evento que ocorreu em Brasília , no mês de setembro , quando fiquei frente a frente com a fera. Fiquei tão nervoso que nem tive coragem de pedir a alguém para tirar a foto comigo. Pena. Ele foi muito gentil , fez a pose e depois me agradeceu. Foi demais. "
Repararam na grafia do "TRICAMPEÃO" iniciando com letra maiúscula? É, esse é fã mesmo!!!
Para terminar , achei justo e de bom tom publicar uma foto do PC acompanhado , muito bem acompanhado diga-se de passagem , de sua filha CLARINHA.
Obrigado amigo PC.
Salve PIQUET!!!

domingo, 28 de outubro de 2007

Esta é do fundo do BAÚ


Uma das mais queridas e bem guardadas memorabilias de F1 que possuo é a camisa oficial da equipe BENETTON da temporada de 1991.Além de muito bonita,ela tem um valor sentimental enorme para mim por retratar a última temporada de um dos meus ídolos na F1:Nélson Piquet.



E se só isso já não bastasse marcou também a chegada de um novo ídolo: Michael Schumacher.O alemão não estreou na Benetton,é bem verdade,uma vez que fez um GP pela Jordan,mas logo na sua segunda corrida na categoria máxima do automobilismo mundial já corria pelas multicolorida equipe italiana.Isto é: já usava a camisa aqui retratada.
A camisa foi fabricada pela pela Benetton(a fábrica têxtil) na Itália e foi importada pelo meu amigo Carlos Eduardo Nogueira(um dos maiores colecionadores de miniaturas que já conheci) de quem comprei a raridade.
Para atestar a originalidade da camisa vejam a foto abaixo onde Piquet comemorava junto à sua equipe seu ducentésimo GP na Fórmula 1.

sábado, 27 de outubro de 2007

Miniatura nova na praça



A MINICHAMPS lançou neste fim de ano uma belíssima versão da Brabham BT52B do bicampeonato de Nélson Piquet.A fábrica alemã de miniaturas já havia lançado anos atrás duas versões do carro,uma inteiriça e outra denominada OPEN ENGINE. A diferença entre elas é que a OPEN ENGINE abre a tampa do motor expondo-o e a interiça não.Mas desta vez a Minichamps se superou porque a nova versão tem duas novidades que valorizam ainda mais o belo modelo:

1- Adicionou os apêndices aerodinâmicos no aerofólio traseiro(carinhosamente batizado de orelhas) muito usados nos carros da temporada de 1983.

2- Decidiu expor todo o interior do carro manufaturando carenagens removíveis em todo o carro,inclusive da parte dianteira(veja a foto abaixo e clique nela para melhor visualização) Simplesmente espetacular.O pior de tudo isso é que lá vou eu aumentar minha lista de dívidas,ou vocês acham que eu deixaria de adquirir uma beleza dessas?

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Dá saudades - 24 anos do bi


Não sou saudosista,acho que vivemos atualmente muito melhor do que vivíamos anos atrás.Temos a informática e todas as possibilidades que ela nos proporciona,compramos carros bons com mais facilidade,usufruimos de um conforto sem precedentes ...Mas que é bom revivermos grandes momentos de nosso passado,isso é mesmo muito bom.Um dos momentos que mais marcou minha infância foi o bicampeonato de um dos meus ídolos da F1,Nélson Piquet.
Hoje,15 de outubro, é o aniversário de 24 anos da sensacional conquista de Piquet na África do Sul,autódromo de Kyalami.Curiosamente (como no campeonato atual) 3 pilotos chegaram a derradeira corrida do ano com chances de levar o caneco.Além de Nelsinho,Prost (Renault) e Arnoux (Ferrari) lutavam pelo título.Alain Prost era o grande favorito,pois liderava o mundial de pilotos(57 pontos,contra 55 de Piquet e 49 de Arnoux) e contava com o frenesi da imprensa européia,principalmente a francesa,que já contava como certo a confirmação do primeiro título francês na F1.Se só isso já não bastasse,conspirava ainda a favor do imenso clima de festa gaulesa o fato de a possível conquista ser totalmente francesa: Equipe Renault,Pneus Michelin e Gasolina Elf.A imprensa francesa criou um verdadeiro clima de final de copa do mundo.Piquet,alheio a tudo isso,tratou de tomar a ponta da corrida logo na largada superando o pole position Patrick Tambay e foi ponteando a corrida de forma decisiva e firme até tomar conhecimento do abandono de Prost e Arnoux.A partir daí,Piquet,inteligentemente,diminuiu o ritmo para evitar quebras e permitiu as ultrapassagens de seu companheiro de Brabham Riccardo Patrese e de Andrea de Cesaris,da Alfa Romeo.Como o brasileiro àquela altura podia terminar até em quarto lugar para sagrar-se bicampeão,tratou de administrar o terceiro posto que ocupava até o final.A bandeirada final foi emocionante com membros da equipe Brabham invadindo a pista e a francesada da Renault,com cara de poucos amigos,chorando a derrota acachapante que havia sofrido.Na cidade onde morava na época,a barroca Barbacena,houve chuva de papel picado,buzinaço e festa,muita festa.
Não dá para sentir saudades?
Grande Piquet!!!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

#61 - Brabham BT48 - 1979


DESIGNER: Gordon Murray
PILOTOS: Niki Lauda,Nélson Piquet.
Vitórias: 0
Poles: 0
M.volta: 0
Pontos: 7

Fechando o grupo dos carros empatados em sexagésimo primeiro lugar da eleição dos mais belos carros escolhidos pela F1 RACING,mais uma criação de Gordon Murray,apesar de não parecer porque o volumoso V12 da Alfa Romeo limitou muito o estilo do projetista.Este carro foi um marco da frustrante aliança Brabham-Alfa,pois imaginem vocês uma equipe,chefiada por Bernie Ecclestone com Lauda e Piquet ao volante e assinada por Murray,marcar sete míseros pontos?

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

#71 - Benetton B190 - 1990/91


DESIGNER: Rory Byrne
PILOTOS: Nélson Piquet,Alessandro Nannini,Roberto Moreno
Vitórias: 2
Poles: 0
M.volta: 1
Pontos: 73

Esse é um carro muito especial para nós brasileiros,afinal de contas foi com ele que pudemos
curtir uma das mais emocionantes dobradinhas da história tupiniquim no automobilismo.GP
do Japão de 1990,logo após uma feroz largada que decidiu o título daquele ano em favor de
Senna víamos,mas não acreditávamos,um senhor,carequinha,chorando emocionado no pódio
ao lado de um dos maiores ídolos da F1.Tratava-se,nada mais nada menos,de Roberto Moreno
comemorando de forma tocante sua melhor posição na F1(segundo lugar)ao lado de um Nélson
Piquet voltando a vencer depois de duas temporadas de jejum.E não parou por aí.Dias depois,
numa corrida histórica porque comemorava o quingentésimo GP da história da F1 (GP DA Austrália),Piquet deu uma aula de pilotagem e venceu de forma soberba fechando a porta,na
na última volta,de uma tentativa de ultrapassagem sensacional e arrojada de Nigel Mansell.